terça-feira, 14 de outubro de 2014

Relatório da comissão sobre tráfico de pessoas pode ser votado nesta quarta-feira

   
Da: Agência Câmara
 
Brasília/DF - A Comissão Especial de Repressão ao Tráfico de Pessoas (Projeto de Lei 7370/14) se reúne nesta quarta-feira (15), às 11 horas, para votar o parecer do relator, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). A votação já foi marcada e adiada duas vezes neste segundo semestre.
   
Jordy deve apresentar uma proposta abrangente de modo a instituir um marco regulatório para o País. Atualmente, segundo o relator, o Brasil praticamente não conta com previsão legal sobre o tráfico de seres humanos. Ele destaca que o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) tipifica apenas o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual.
 
Devido aos mais de dois anos de debate em torno do problema, o deputado acredita que será fácil aprovar a proposta na comissão.
 
A reunião está prevista para será realizada no plenário 8 do anexo II.

Confira a íntegra da proposta: PL-7370/2014
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Proposta facilita processo de adoção de criança e adolescente

 
Da: Agência Câmara
Por: Tiago Miranda

      
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7563/14, do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que facilita a adoção de crianças e adolescentes. O projeto altera a Lei de Adoção (Lei 12.010/09) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/90) para reduzir a prioridade dada à permanência com a família natural.
  
“A legislação atual possui muitos entraves, supervalorizando laços consanguíneos, em detrimento do bem-estar da criança e do adolescente em situação de risco”, disse Jordy.
  
O processo de destituição do poder familiar será instaurado imediatamente nos casos de afastamento de família desestruturada. “Os prazos para propor ação de destituição do poder familiar e afastamento da criança e adolescente da situação de risco não são condizentes com a realidade”, afirmou o deputado.
  
Atualmente, o ECA determina que a integração da criança e do adolescente à sua família tem preferência em relação a qualquer outra providência a ser tomada pelo governo.

Visita
 
A proposta revoga o direito dos pais visitarem os filhos adotados e de ajudarem com pensão alimentícia. A justificativa, segundo Jordy, é evitar que família natural permaneça em contato e criar um “clima de adversidade psicológica e emocional”.
 
O texto também retira medidas previstas no ECA para facilitar a reintegração da criança e do adolescente à sua família natural. Entre as medidas cortadas pelo projeto está a necessidade de a criança separada da família ficar em uma instituição próxima ao antigo lar.
 
A ação de destituição do poder familiar feita pelo Ministério Público (MP) deve ser automática, se a reintegração  não for possível. Atualmente, os promotores têm 30 dias para ingressar com o pedido.
  
Tramitação
  
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
  
Íntegra da proposta: PL-7563/2014
   
  

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Deputados querem intermediação do governo federal para solução em Serra Pelada

 
 
Brasília/DF - Os deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA) e Domingos Dutra (SDD/MA) foram recebidos em audiência nesta terça-feira (5) pelo Ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ricardo Berzoini. Os parlamentares levaram ao ministro documento com informações da situação em que se encontra o garimpo de Serra Pelada e os possíveis caminhos para que seja encontrada uma solução definitiva para o imbróglio que vem se arrastando há anos.
 
A reabertura no famoso garimpo, desativado em 1992, envolveu negociações com a Companhia Vale, que terminou por transferir à Coomigasp – Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada, seus direitos de exploração de ouro e outros metais nobres em Serra Pelada. A Vale assinou um termo de anuência em fevereiro de 2007 repassando à cooperativa de garimpeiros o direito de explorar a mina principal.
 
Segundo os parlamentares, naquele ano, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concedeu alvará para a Coomigasp explorar diretamente o garimpo. A partir daí, uma série de transações da diretoria da cooperativa com a empresa canadense Colossus culminou na perda de controle quase completa dos garimpeiros sobre Serra Pelada.
 
Inicialmente, as duas partes criaram a empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. E ainda em 2007, os diretores da cooperativa teriam assinado um contrato em que transferiam 51% do controle da mina aos canadenses, em troca de investimentos de R$ 6 milhões. Os garimpeiros também teriam participação nos resultados da lavra. Mas, conforme os deputados, a diretoria da Coomigasp, à revelia dos garimpeiros, alterou o contrato e transferiu para a empresa do Canadá 75% do controle da mineração. Além disso, foi extinta a participação sobre os resultados.
 
Denunciados por má gestão e desmandos pelo Ministério Público, cinco pessoas foram afastadas de seus cargos na Coomigasp e estão sendo investigadas pelo MPE e pela Justiça do Pará. Atualmente a Cooperativa é dirigida por interventor, nomeado judicialmente.
 
Já foram investidos cerca de 350 milhões de dólares na mina, e ainda faltariam cerca de US$ 70 milhões para que a lavra seja iniciada de fato. “A situação no momento é delicada, já que o bombeamento para que o túnel de 2 quilômetros não seja inundado e não se perca o trabalho já realizado está acontecendo de forma precária, até que se consiga novos parceiros para tocar a lavra”, afirmou Arnaldo Jordy. Segundo o parlamentar paraense, estudos atestados pelo DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral, existem ainda 40 toneladas de ouro e paládio na mina.
 
A intenção dos deputados é conseguir a interlocução do governo federal, junto à Caixa Econômica Federal e o Ministério de Minas e Energia com a Coomigasp, para que uma solução definitiva e correta seja encontrada, possibilitando que os garimpeiros, verdadeiros donos de Serra Pelada possam enfim se beneficiar das riquezas do subsolo desta região do Pará.
 
Para Domingos Dutra, a situação é inquietante, já que muitas promessas foram feitas aos garimpeiros e nada foi realizado de concreto. “Os garimpeiros esperam por uma solução e muitos deles, já idosos, já estão sem paciência, o que pode levar a ações desesperadas diante de tantos desmandos e atrasos”, alertou o deputado.
 
Ricardo Berzoini se comprometeu a avaliar as informações recebidas dos deputados, bem como da documentação entregue, para dar conhecimento à presidente Dilma Rousseff, de modo que um caminho para a resolução da questão possa ser definida o mais breve possível.
  
Pobreza
  
Os parlamentares também relataram a situação de carência por que passa a comunidade ao redor da mina, área de influência do município de Curionópolis, que não possui saneamento básico e nem atendimento de saúde adequada, o que foi também acatado pelo ministro para averiguação.
  
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Arnaldo Jordy se compromete com a defesa do meio ambiente

  
   
Brasília/DF – Na manhã desta quarta-feira (6) foi realizada na Câmara Federal, reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, onde aconteceu o lançamento da carta “Desenvolvimento para sempre – Uma agenda para os candidatos nas eleições 2014”.
  
A reunião foi direcionada aos parlamentares que são candidatos nas eleições deste ano, e onde foi apresentada e debatida uma pauta verde, elaborada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com uma agenda mínima com 14 metas a serem alcançadas na próxima legislatura, divididas em três eixos: florestas, mar e cidades.
   
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara, elogiou a iniciativa e foi um dos que se comprometeram em defender os tópicos apresentados. Ele ainda alertou para a questão dos Comitês de Bacias, que depois de 10 anos da legislação, apresenta resultados frustrantes.
     
“Na bacia hidrográfica do Tapajós, que é a segunda mais importante do país, depois da bacia Amazônica, está comprometida pela atividade de garimpo, enquanto a bacia do Guamá sofre com as constantes agressões decorrentes de vazamentos de resíduos do polo industrial de Barcarena e nada acontece mesmo após denúncias, fiscalizações e multas”, afirmou o parlamentar paraense, que defendeu ainda a mudança na legislação para que os comitês tenham um caráter mais efetivo na defesa das populações ribeirinhas, da atividade da pesca e do mangue, por exemplo.
 
Dois pontos também devem ser incluídos no documento segundo Jordy: um que reforça a defesa da fauna, com uma legislação que coíba, de forma eficiente, a captura criminosa e o tráfico de animais silvestres. E por políticas de incentivos e promoção das chamadas energias renováveis, que foi defendida na ocasião pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP).
  
Ao final da reunião, os parlamentares assinaram o documento proposto, onde registraram seu comprometimento com as metas apresentadas.
  
   
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
    
 

terça-feira, 29 de julho de 2014

DIAP: Jordy é um dos parlamentares em ascensão do Brasil

 
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) está na lista dos “Cabeças do Congresso Nacional”, relação publicada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar-DIAP com o nome dos cem deputados federais e senadores mais influentes do parlamento brasileiro. A lista foi divulgada neste domingo, 27 de julho, em Brasília. Na publicação, Jordy é citado pelo DIAP por como o único parlamentar do Pará em ascensão no Congresso Nacional.
    
“É uma honra muito grande para mim e uma demonstração que o DIAP avalia como positivo o esforço que desenvolvo em favor do meu estado e do Brasil”, comemorou Jordy, que disputa a reeleição à Câmara Federal por seu Estado.
     
O DIAP é constituído por cerca de 900 entidades sindicais de trabalhadores, congregando centrais, confederações, federações, sindicatos e associações distribuídas em todos os estados do País. Os “Cabeças do Congresso Nacional” são, na definição do Departamento, aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de várias habilidades, entre elas a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão.
 
É o parlamentar que, isoladamente ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo. Para o DIAP, são “cabeças” os chamados operadores-chave do Poder Legislativo, cujas preferências, iniciativas, decisões ou vetos prevalecem no processo decisório na Câmara ou no Senado Federal.
 
Jordy está em seu primeiro mandato como deputado Federal. Desde que tomou posse em 2010 ele tem ocupado posições de destaque no Congresso Nacional, sendo o atual presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, sendo membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente e da Frente Ambientalista, destacando-se arduamente na defesa e preservação da Amazônia. Foi vice-líder da Minoria e de seu Partido, e também vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, integrando igualmente as comissões da Amazônia, Esportes, Legislação Participativa e Minas e Energia, sempre com voz ativa em defesa dos interesses da população.
 
Entre os 100 parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso em 2014, 63 são deputados e 37 são senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares na elite são da base de sustentação do Governo – PT, PMDB, PCdoB, PDT, PR, PSB, PP, PSD e PROS. Eles reúnem 69% da elite do Congresso. Destes, o PT lidera com 27 nomes, seguido do PMDB, com 15. Logo depois vem o PCdoB, com seis, o PDT e o PR, com cinco cada, o PSB e o PP, com quatro cada, o PSD com dois, e o PROS com um parlamentar. Embora se declarem independentes, votam majoritariamente com o Governo o PTB, com quatro, e o PV com um parlamentar. Já a oposição, com 25% da elite, é liderada pelo PSDB, com 11 parlamentares, o DEM, com seis, o PPS e o PSOL, com três cada, e o SDD, com dois.
   
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

Proposta tenta enquadrar os programas de milhagem

 
Do Estado de Minas
Por Francelle Marzano
   
A troca de milhas oferecidas num programa de fidelidade de uma companhia aérea por produtos trouxe surpresas para a economista Gláucia Marques Barbosa. Depois de acumular mais de 200 mil pontos, ela resolveu utilizá-los para comprar alguns itens disponíveis no site da empresa; no entanto, todas as escolhas foram canceladas. A pontuação que poderia ser utilizada não foi devolvida. Gláucia conta que entrou em contato com a companhia para resgatar os pontos ou efetivar a troca, mas nenhum dos seus pedidos foi atendido. “A resposta foi que eram necessárias 72 horas para resolver o problema, mas o tempo se esgotava e não houve solução. A empresa queria a minha pontuação sem fazer a troca por produtos”, reclama.
   
A frustração da economista é comum entre os brasileiros, já que os programas de fidelidade das companhias aéreas não são regulamentados. Para tentar solucionar a distorção, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) apresentou o Projeto de Lei 6.484/13, para regulamentar a oferta e o funcionamento das milhas aéreas. O objetivo, segundo o deputado, é amparar o consumidor nas situações que permitem ao cliente viajar pela companhia aérea ou uma empresa parceira utilizando os pontos acumulados para trocar por passagens ou para mudança de classe de voo ou, até mesmo, adquirir produtos dos parceiros. De acordo com a proposta, as pontuações passariam a ter tempo de validade, enquanto os valores de milhas seriam estabelecidos por trecho.
   
A venda para terceiros seria proibida, entre outras mudanças. Para Arnaldo Jordy, as empresas não podem regular essas relações da concessão de milhagens e deixar o consumidor apenas com o direito de reclamar posteriormente. “Diante da alta demanda no mercado de fidelização de clientes é necessário que uma política se fixe com parâmetros que deixem o consumidor amparado”, afirmou.
 
O professor do curso de direito do Ibmec- MG Flávio Quinaud Pedron diz que, na maioria das vezes, o consumidor é prejudicado por práticas abusivas das empresas, que comandam o negócio e fazem mudanças sem qualquer comunicação aos usuários. “Todas as vezes que o consumidor tenta resgatar os pontos e trocá-los por serviços ou produtos há alguma mudança”, afirma. Pedron avalia que o projeto traz ganhos ao consumidor.
 
A proposta define prazo mínimo de validade dos programas de três anos e determina que o consumidor seja avisado do fim da validade dos pontos com, no mínimo, seis meses de antecedência. A companhia aérea passaria a informar todo mês, por e-mail, a pontuação de milhagem do cliente. Ainda de acordo com o PL 6.484/13, a pontuação para resgate de passagem aérea deve estar visível, tanto nas agências de viagem quanto nos sites das companhias aéreas. O projeto estabelece prazo para troca da pontuação por passagem nos períodos de alta demanda de, no máximo, o dobro da dos meses de menor movimento e proíbe a cobrança de taxa de transferência de pontos de bancos para os programas de milhagem das empresas aéreas.
   
DEBATE NECESSÁRIO - A advogada Cláudia Almeida, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), considera a iniciativa positiva, mas avalia que o projeto ainda demanda algumas discussões, como a relativa à forma de comunicação definida por e-mail ao cliente em caso do vencimento das milhas. “Um projeto que regulamenta os direitos do consumidor não pode partir do pressuposto de que todos os usuários têm acesso à internet. Eles têm que ser comunicados da forma que considerarem melhor, seja por e-mail, carta ou outro mecanismo”, afirma.
 
O projeto, segundo a advogada, tem pontos que contradizem o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o que pode facilitar práticas equivocadas das empresas, como as alterações unilaterais no contrato de adesão. Outro ponto criticado por Claudia Almeida é que o projeto não aborda o prazo para troca da pontuação por passagens aéreas, que hoje, na maioria das companhias, começa em 180 dias. “O consumidor nem sempre consegue programar uma viagem com três meses de antecedência. Esse prazo exigido pelas empresas deve ser revisto para baixo”, completa.
 
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, o que significa que pode sofrer alterações. Caso sejam aprovadas, as regras para resgate de passagem só podem entrar em vigor um ano depois do seu anúncio.
 
Cliente não é ouvido
 
A reportagem do Estado de Minas procurou as quatro principais companhias aéreas brasileiras – Azul, TAM, Gol e Avianca – para avaliar as diferenças entre as regras propostas pelo projeto em análise na Câmara dos Deputados e os programas das empresas. A Avianca não se manifestou. As informações encaminhadas ao EM indicam que os benefícios atuais estão aquém do teor da proposta em discussão no Legislativo e que mudanças no programas têm sido feitas sem a participação dos clientes.
 
A Azul informou, por meio de nota, que a troca dos pontos por passagens aéreas é possível a partir de 5 mil pontos para trechos nacionais, sem restrições de uso, ou seja, todas as passagens disponíveis no website da companhia podem ser adquiridas com a pontuação. Ainda de acordo com a nota, a validade dos pontos acumulados é de 24 meses. “Mensalmente, os clientes recebem um e-mail com informações sobre a quantidade de pontos que têm. Além disso, é possível conferir a pontuação por meio do site. O regulamento do programa está disponível no site para que todos possam se informar.”
   
A TAM informou que o programa de fidelidade da empresa tem validade de dois anos a contar da data de inserção no extrato e o consumidor tem acesso ao seu extrato de pontuação, assim como às datas de validade. A pontuação, segundo a companhia, pode ser verificada no informativo eletrônico mensal fornecido pela empresa, que detalha as modificações do programa. “As passagens são disponibilizadas em perfis fixos de resgate com uma pontuação e disponibilidade que podem variar de acordo com a quantidade de assentos disponíveis, período, data e horário do voo, antecedência de resgate, entre outras variáveis. Lembramos ainda que há promoções pontuais que facilitam ainda mais a emissão com menos pontos”, diz a nota.
 
A Gol informou que as milhas do programa Smiles têm validade de quatro anos e a cada transação de acúmulo de milhas é informado ao consumidor o prazo de validade e o saldo. Ainda de acordo com o vice-presidente financeiro e de relações com investidores do pograma de milhagem Smiles, Flávio Vargas, o valor das milhas na troca da passagem é estabelecido com base na demanda de consumo.
 
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Lei precisa facilitar cooperação no combate ao tráfico de pessoas, dizem procuradores

   
 
Da Agência Câmara
Por Karla Alessandra   
 
Brasília/DF - Procuradores defenderam nesta terça-feira (15), na Câmara dos Deputados, que a legislação brasileira de combate ao tráfico de pessoas esteja de acordo com os protocolos internacionais para ter eficácia. Eles participaram de audiência pública realizada pela comissão especial que analisa propostas de enfrentamento a esse tipo de crime.
 
O secretário de Cooperação Jurídica Internacional da Procuradoria Geral da República, Vladimir Aras, afirmou que o maior problema para o enfrentamento do tráfico de pessoas – crime em que muitas vezes a vítima está em outro país – é justamente garantir a cooperação internacional na legislação.
 
Vladimir Aras lembrou que o Brasil é signatário desde 2004 do Protocolo de Palermo, que prevê o combate ao tráfico de pessoas, mas a falta de regulamentação na legislação brasileira dificulta a cooperação entre os países.
 
"Na convenção, temos uma previsão de utilização do canal da Interpol para transição documental. Se isso estivesse em lei, seria muito importante, muito útil para quem atua, para quem é da polícia, do Ministério Público, e precisa dessas provas para prender alguém, bloquear ativos, repatriar pessoas e obter provas para condenar um criminoso desse tipo", ressaltou.
   
Trabalho escravo
 
Para a procuradora do Trabalho do Ministério Público de São Paulo, Christiane Nogueira, é preciso deixar claro que o tráfico de pessoas nem sempre tem por finalidade a exploração sexual, mas muitas vezes o trabalho análogo ao escravo.
 
Ela defendeu que a proposta em análise na Câmara siga o ordenamento jurídico do Código Penal, que tipifica diversos tipos de trabalho sob a terminologia de trabalho análogo ao escravo. "No plano internacional, a OIT [Organização Internacional do Trabalho) fala de trabalho forçado, a ONU [Organização das Nações Unidas] fala de escravatura, de escravidão, mas no Brasil temos como gênero o trabalho em condições análogas a de escravo, e essas outras são espécies: a jornada exaustiva, a servidão por dívida, o trabalho forçado. Então, é muito importante ter uma harmonia na legislação brasileira, fazendo referência ao artigo 149 do Código Penal, que já traz a definição de trabalho escravo."
 
Relatório
 
O relator da comissão especial, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou que vai incorporar algumas das sugestões apresentadas na reunião dessa terça-feira em seu relatório. A proposta que vai ser apresentada inclui também campanhas de conscientização para que a população tenha condições de reconhecer o tráfico de pessoas.
 
"O mais importante é impedir que esse crime aconteça. E as pessoas só conseguem isso quando têm consciência de que ele existe. Por quê? Porque esse tipo de crime geralmente se apresenta como quem quer prestar uma boa ação. Alguém que quer ajudar uma menina a ser modelo; que quer ajudar um garoto a ser craque de futebol; que quer ajudar alguém a arranjar um bom emprego; que quer adotar uma criança porque ela vai viver numa condição material melhor", destacou.
 
Jordy informou que a comissão especial deve se reunir no próximo dia 6 de agosto para votar o relatório final. O colegiado analisa os projetos de lei 7370/14, do Senado, e 6934/13, elaborado pela CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara, da qual Jordy foi presidente.
 
Íntegra da proposta: